BEM-VINDOS À CRÔNICAS, ETC.


Amor é privilégio de maduros / estendidos na mais estreita cama, / que se torna a mais / larga e mais relvosa, / roçando, em cada poro, o céu do corpo. / É isto, amor: o ganho não previsto, / o prêmio subterrâneo e coruscante, / leitura de relâmpago cifrado, /que, decifrado, nada mais existe / valendo a pena e o preço do terrestre, / salvo o minuto de ouro no relógio / minúsculo, vibrando no crepúsculo. / Amor é o que se aprende no limite, / depois de se arquivar toda a ciência / herdada, ouvida. / Amor começa tarde. (O Amor e seu tempoCarlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Crônicas e bolinho caipira

É inegável, o melhor bolinho caipira está aqui no Vale do Paraíba, minto, nunca apareceu outro igual, ou melhor. Para ser bem preciso o mais saboroso está em São José, no Bairro de Santana, na casa da minha mãe. Eu posso dizer. Nunca pesquisei, mas creio que a receita é centenária e vem atravessando gerações até nossos dias. É claro que houve inovações, onde se substitui a carne por queijo ou lingüiça calabresa. Ainda bem que essas iguarias não perdem o sabor nunca, vão passando de mãe para filha, de filha para neta... Sempre mulheres.
Sei que hoje a cidade espichou e já tem automóvel demais nas ruas, mas ainda conserva este ar interiorano, das festas de junho regadas a bolinho caipira, quentão e quadrilha. Ainda nos permitimos viver tudo isso; ainda conseguimos olhar o céu à noite e ver algumas estrelas.
Pegando esta toada, este escrevinhador – aprendiz das palavras -, está preparando a próxima crônica para o Blog. Batizei-a de “Balões Cristalizados”. É uma volta ao passado, com estrelas cadentes, infância, pipas e balões. Só não diz nada sobre bolinho caipira, mas o cheiro... hummm.

Antonio.
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