BEM-VINDOS À CRÔNICAS, ETC.


Amor é privilégio de maduros / estendidos na mais estreita cama, / que se torna a mais / larga e mais relvosa, / roçando, em cada poro, o céu do corpo. / É isto, amor: o ganho não previsto, / o prêmio subterrâneo e coruscante, / leitura de relâmpago cifrado, /que, decifrado, nada mais existe / valendo a pena e o preço do terrestre, / salvo o minuto de ouro no relógio / minúsculo, vibrando no crepúsculo. / Amor é o que se aprende no limite, / depois de se arquivar toda a ciência / herdada, ouvida. / Amor começa tarde. (O Amor e seu tempoCarlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 5 de março de 2018

Esquerda ou Direita?

A classificação esquerda e direita, hoje, perdeu totalmente o sentido desde que surgiu na Revolução Francesa (1789). E isso tem feito muita gente não saber se posicionar. Você é de esquerda ou de direita?

Ser de ESQUERDA é apoiar uma agenda progressista nos costumes (casamento gay, igualdade de gêneros, liberação de drogas, aborto, etc.). É ser simpático a governos estatizantes e controladores — veja como a maioria dos esquerdistas não dizem nada sobre governos ditatoriais como os de Cuba e Venezuela. É romper com o passado e todas as tradições, inclusive as religiosas; é ser ateu. Às vezes, é dizer-se espiritualizado, panteísta, mas nunca religioso (adorador). É ser a favor e propagador de movimentos de minorias, como: feminismo, gaysismo, sem terra, etc. É ser a favor das cotas nas universidades e em tudo onde couber. É ser socialista e enxergar desigualdade social em tudo, menosprezando o mérito e a capacidade individual de cada um. É ser utópico, sentir-se salvador do mundo, acreditando que tudo isso um dia vai se transformar em realidade, e vai dar certo. É ser relativista.

Ser de DIREITA é ser conservador nos costumes (ético e moral). É ser favorável à legítima defesa, ser pró-vida, contra a liberação de drogas. É ser obediente e vigilante às leis e regras. Ser a favor do modelo de família como se apresenta na constituição. Acreditar que as tradições culturais e religiosas devam ser mantidas e que a liberdade individual tem prevalência sobre o coletivo. Em muitos, é ter o cristianismo como crença e religião. Ser a favor da propriedade privada. É primar por um Estado mais enxuto e com o livre mercado estimulado pela competitividade. Ser mais liberal na economia e acreditar que só a geração de emprego é capaz de minimizar os impactos das desigualdades sociais. — O mundo é isso mesmo, herdamos assim e entregaremos um pouco melhor — pensa um direitista. É se guiar por uma realidade e acreditar numa verdade única. 

(Nota: as definições vão do mais light até os extremistas. Se você tem posições nos dois lados, pode ser que esteja sendo enganado por um deles).
  
© Antônio de Oliveira / arquiteto, urbanista e cronista / março de 2018
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